segunda-feira, abril 15, 2013

Alô?! E a Primavera?!

É comum dizer-se que o estado do tempo influencia o nosso estado de espírito.
Se estiver sol, sentimo-nos alegres, cheios de energia, capazes de encaixar mil e um afazeres num só dia. Mas se vem a chuva, o céu nublado, o nosso próprio semblante se carrega e só queremos ir para casa enfiar na cama, porque o cansaço é demasiado.

Eu sou a prova viva dessa crença popular!

Este fim-de-semana esteve um tempo de Verão (Alô?! E a Primavera?). Claro está não podia ficar fechada em casa. Vesti roupa confortável, ténis de treino e preparei-me para uma caminhada entre a praia do Guincho e a Guia. Foram mais de 9km - e muitos mais teriam sido se o corpo não começasse a acusar o esforço. Receber o sol de braços abertos sabia tão bem!
Domingo, o mesmo sentimento: zero de vontade de ir para casa! Ficava a tarde inteira numa esplanada a ver o mar, com um bom livro (ou até mesmo sem ele) e um sumo de laranja.
Mas eis que chega a Segunda-feira! Se a perspectiva de passar um dia fechada no escritório sem uma janelinha simpática para olhar a rua uma vez por outra já era motivo bastante para reduzir o entusiasmo, acordar e olhar para um tempo chuvoso (Alô?! E a Primavera?), fez o resto. São as dores nas costas, os saltos que magoam, o ir carregada com um chapéu de chuva... 

Por forma a contrariar esta tendência cinzenta, já fui consultar as previsões meteorológicas para o resto da semana. Boas notícias! 

Por favor São Pedro, instala sobre Portugal - de uma vez por todas - a Primavera! Preciso de dias longos, quentes e para lá de espectaculares. Obrigada!






quinta-feira, abril 11, 2013

Blogs (para que vos quero)

Ultimamente ando viciada em ler blogs!
Tenho cerca de catorze páginas gravadas nos "favoritos". Gosto especialmente de ler blogs familiares, do dia-a-dia. Acho-os extremamente divertidos e terapêuticos. Tal como nos filmes, permite-me desligar um pouco da realidade e torcer por aqueles protagonistas nas suas aventuras e desventuras.

Mas toda esta leitura tem tido outro efeito: desperta o meu bichinho pela escrita. Umas bolhas começam em ebulição cá dentro e trazem à memória este cantinho. De vez em quando, venho para aqui e fico a olhar para as Blackberry Pancakes, lembrando outros tempos.

Tendo saudades de quando vinha aqui escrever regularmente e quanto mais leio outros blogs, mais vontade tenho de aqui voltar.

Porém, coloca-se necessariamente uma questão: escrever sobre o quê? Não que muita gente saiba da existência deste blog (e mesmo os que sabiam, há muito que se devem ter esquecido), mas também tenho um certo brio e não quero andar para aqui a escrever tolices.

Recentemente, descobri um novo blog. Começou por ser sobre o quotidiano de um casal recém-casado, para crescer e se transformar num blog de recém-papás com dois bebés pequeninos (e absolutamente adoráveis).

Era exactamente assim que eu queria que o Blackberry Pancakes fosse! Quer dizer, na parte de falar sobre o dia-a-dia de alguém. Falar sobre as pequenas conquistas diárias e (também) desabafar nos dias mais "enevoados".

Sei que no post anterior prometi retomar a escrita. E nada.

Penso que o que custa mesmo é (re)começar...


quarta-feira, julho 18, 2012

Tanto tempo depois...

Data do último post: 26 de Janeiro de 2009. 
Data de hoje: 18 de Julho de 2012. 

Mais de três anos passaram desde a última vez que aqui escrevi. Há muito tempo que não vinha aqui escrever, perdi a vontade, acho. Fui-me desligando, pensei em apagá-lo, mas a coragem para carregar no "apagar" faltou. E ainda bem! Estes textos fazem parte de mim e orgulho-me deles - nem sabem o gozo imenso que me deu voltar a relê-los! 
Tanta coisa mudou! Tanta água correu por debaixo desta ponte! Mas aquela essência, aquele prazer em escrever continua igual. Hoje decidi ressuscitar em mim a lembrança deste blog... Reerguê-lo! Hoje voltei a lembrar-me das minhas panquecas, das minhas amoras,... e a pergunta voltou: «E porque não?». Tinha outras coisas para fazer, mas não me conseguia concentrar nelas, o pensamento divagava sempre para aqui. Deixei de tentar resistir - sabia que não valia apena lutar contra esta vontade. Foi então que o rato deslizou até à opção "nova mensagem", o enorme quadro branco surgiu na minha frente e as mãos começaram a deslizar pelo teclado, umas vezes velozmente, outras mais ponderadas, mas sempre sem plano, sem objectivo... escrevendo apenas o que a vontade e a paixão de escrever ditava.
Agora que te trouxe - meu blackberry pancakes - do fundo da memória espero não te deixar morrer!

Um breve até já!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Até a barraca abana!

À primeira vista pode parecer tratar-se de um post sobre os «famosos» Malucos do Riso, mas deixem-me, então, que esclareça este equívoco! Venho falar de um outro «barraca abana»: Barack Hussein Obama!
Alguém uma vez disse «Todos somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos»...
Muitos acreditam que Barack Obama - o 44º Presidente dos EUA - virá marcar um ponto de viragem não só para os americanos, mas igualmente com consequências a nível mundial. Será mesmo? Será que Barack Obama, um dos mais poderosos homens do mundo, senão o mais poderoso, irá mesmo mudar a faceta de «polícia auto-proclamada» dos EUA a que temos assistido nos últimos anos? Ou será apenas fogo de vista?
Mandou encerrar Gantanamo: facto; querer promover uma nova política de emissão de gases: facto... Será para valer? dúvida!
Talvez este Presidente venha a desempenhar um papel que o supera; talvez ele nos venha fazer ver que devemos procurar papéis dignos do que somos, ou tornarmo-nos dignos dos papéis que nos foram conferidos!
Desenganem-se aqueles que pensam que Obama vai resolver todos os problemas! Por mais boa vontade que tenha, essa sim é uma missão impossível. No entanto, podemos retirar uma lição destes seus primeiros dias de mandato: é sempre possível tomar a decisão correcta!...

terça-feira, janeiro 06, 2009

Muda de vida, se tu não vives satisfeito!

É triste, e ainda mais triste me sinto por ter chegado ao ponto em que o admito em voz alta (menos preocupante seria se o mantivesse encarcerado no fundo do meu pensamento). Mas a verdade é que tenho notado em mim um crescente sentimento de fuga: vontade de fugir deste país!
Tenho de reconhecer que a única coisa que ainda me faz querer ficar são as pessoas que realmente amo e essas conto-as pelos dedos das mãos (quem sabe se de uma mão só - mas isso são outras conversas...).
Mal comecei a aperceber-me melhor do mundo da política, logo me desiludi: construímos TGV's que nunca hão-se funcionar porque não temos comprimento de linha suficiente; oferecemos Magalhães que, passada a procissão dos Ministros e séquito de televisões, são retirados às crianças; Presidentes de Camâra que apesar de condenados são reeleitos para os cargos; Regiões Autónomas que pensam que são Estados Federados... O rol continua e os cidadãos dizem que a culpa é do Governo, do Estado, da oposição e de quem mais houver para servir de bode espiatório.
Culpam os outros, mas (e desculpem-me a expressão!) são incapazes de levantar a «bunda» da cadeira e ir fazer pela vida: claro que não!, é muito mais confortável estar em casa a ver o Goucha e a receber o subsídio de desemprego.
«Empreendedorismo?! Que é isso? Eu cá não gosto dessas mariquices!» O português vive para o próximo biscate, o próximo esquema, aldrabice ou trapassa... Somos incapazes de olhar e pensar grande, pensar a longo prazo e investir em novos projectos. Aqueles portugueses que ainda mantêm essa visão alargada, acabam de uma maneira ou outra por fugir: Fátima Lopes tem lojas em Paris, Saramago vive no país vizinho, músicos mais reconhecidos no estrangeiro do que em Portugal...
Sonho com um Portugal onde não há necessidade de vedações de propriedade privada porque todos temos a consciência de que aquele espaço é de todos e que se estragarmos somos efectivamente proíbidos de frequentar qualquer espaço semelhante. Tenho esperança num país em que se paga mais impostos, mas que o Serviço Nacional de Saúde responde impecavelmente e a Educação oferecida é formadora de cidadãos competentes e qualificados. Quem me dera um país em que os próprios munícipes dissessem «não precisamos de um estádio de futebol tão grande; não vamos assim tanto ver jogos» (e, quem sabe, ainda dissessem para investir em Centros de Saúde, escolas, etc).
Todo um conjunto de «se's» que nunca passará disso mesmo: um grande e suspirado SE...